segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Skap revisitado



Você me faz parecer menos só
menos sozinha
Você me faz parecer menos pó
menos pozinho
Quando você pinta tinta nessa tela cinza
Quando você passa doce dessa fruta passa
Quando você fala bala no meu velho oeste
Quando você dança lança flecha estilingue
Quando você olha molha meu olho que não crê
Quando você diz o que ninguém diz
Quando você quer o que ninguém quis
Quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
Quando você arde alardeia a sua teia cheia de ardis
Quando você faz a minha carne triste quase feliz...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Toque


Esse jeito de tentar se aproximar timidamente e com orgulho para me beijar me comove bastante. Sempre soube que essa mistura de timidez e orgulho refletiram em seus olhos mórbidos, ou às vezes, iminentemente transbordantes...
Mas tive certeza desse sentimento híbrido quando, no dia em que ainda não conseguira beijar-me pela primeira vez, tocou o seu dedo indicador em meu lábio - Indicador de maciez, doçura e parecia indicar que tocava também minha alma. O mais interessante foi que naquele dia não nos beijamos realmente. E aquele gesto para ele foi como se bastasse e não precisasse mais de nada para seguir pra casa, pois carregava consigo sabiamente a minha alma, calma e nesse momento já adestrada pelo gesto de sua mão macia.