
A aparência bastante desgastada, assim como os chinelos que calçavam os seus dedos sujos e com as unhas grandes. A perna com um aleijo. Dentes já não tinha mais. Cabelo grande e a certeza de que terminaria o dia com algum trocado que desse ao menos para a cachaça.
Mas os seus olhos brilhavam ao pedir a esmola, como se fosse um subordinado de todos aqueles que passavam em suas correrias cotidianas: - Por Deus. Não apelou sequer uma vez para a arte de roubar, achava errado, princípio que aprendeu com a disciplina das ruas desde a infância...
Mal sabe ele que por Deus, flagelo assim, não aconteceria com humano algum na terra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário